Home / Rota Bíblica 2026 / Dia 047 – Lembrando o Passado, Aprendendo com os Erros

Dia 047 – Lembrando o Passado, Aprendendo com os Erros

Leitura: Deuteronômio 1–3

Deuteronômio, cujo nome significa “segunda lei”, é o último livro do Pentateuco. Não é simplesmente repetição da Lei, mas uma série de discursos de despedida de Moisés à nova geração de Israel, às portas da Terra Prometida. Moisés, aos 120 anos, sabe que não entrará em Canaã e usa suas últimas semanas para preparar o povo.

O livro começa situando-nos geograficamente e cronologicamente: “No quadragésimo ano, no mês undécimo, no primeiro dia do mês” — apenas semanas antes de Israel cruzar o Jordão. Estão “além do Jordão… defronte de Sufe”, nas planícies de Moabe.

Moisés relembra: “Onze jornadas há desde Horebe… até Cades-Barneia.” A jornada que deveria ter levado 11 dias tomou 40 anos por causa da incredulidade. Que desperdício trágico!

Em Deuteronômio 1, Moisés reconta a jornada desde o Sinai (Horebe). Deus havia dito: “Assaz tempo vos haveis detido neste monte. Virai-vos e parti… Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra.”

Deus estava pronto para dar a terra, mas Israel precisava dar o passo de fé para possuí-la.

Moisés relembra como a população crescera tanto que ele não podia julgar sozinho. Seguindo o conselho de Jetro (Êxodo 18), nomeou líderes sobre milhares, centenas, cinquenta e dez — estabelecendo estrutura de liderança delegada. Instruiu os juízes: “Ouvi a causa entre vossos irmãos e julgai justamente… Não atentareis para a aparência de pessoa alguma… porque o juízo é de Deus.”

Justiça imparcial, sem favoritismo, era essencial.

Moisés então relembra o episódio dos espias — o momento decisivo que custou uma geração inteira. Quando chegaram a Cades-Barneia, Deus disse: “Subi e possuí-a… não temas, nem te espantes.” Mas o povo pediu que espias fossem enviados primeiro.

Os espias retornaram confirmando que a terra era boa, mas dez deles espalharam medo: “O povo… é maior e mais alto do que nós, as cidades, grandes e muradas até aos céus; e também vimos ali os filhos dos gigantes.”

O povo se recusou a subir, murmurando: “Porque o Senhor nos aborrecia, nos tirou da terra do Egito, para nos dar nas mãos dos amorreus, para nos destruir.” Que acusação absurda contra Deus que os havia libertado milagrosamente!

Moisés tentou encorajá-los: “Não vos assombreis e não os temais. O Senhor, vosso Deus… pelejará por vós.” Mas “não crestes no Senhor, vosso Deus, que ia adiante de vós pelo caminho… para vos mostrar o lugar onde vos devíeis acampar”.

Deus Se irou e jurou: “Nenhum dos homens desta geração má verá esta boa terra… exceto Calebe… e Josué.” Até Moisés foi incluído no juízo: “Também o Senhor se indignou contra mim por causa de vós, dizendo: Também tu lá não entrarás.”

Quando o povo, arrependido tarde demais, tentou subir presunçosamente sem Deus, foram derrotados. Voltaram chorando, “porém o Senhor não ouviu a vossa voz, nem vos deu ouvidos.”

Em Deuteronômio 2, Moisés relembra os 38 anos de peregrinação no deserto até que toda aquela geração morresse. Deus ordenou que não provocassem os edomitas (descendentes de Esaú), moabitas (descendentes de Ló) nem amonitas, pois Ele lhes havia dado suas terras.

Mas quando chegaram ao território de Seom, rei amorreu de Hesbom, Deus disse: “Eis aqui tenho dado na tua mão a Seom… Começa a possuir e contende com ele em peleja.”

Moisés enviou mensageiros pacíficos pedindo passagem, mas Seom recusou e atacou. “E o Senhor, nosso Deus, no-lo entregou… e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo… e tomamos todas as suas cidades… e as destruímos totalmente.”

Deus endurecera o espírito de Seom “para to dar na tua mão”. Às vezes Deus endurece corações já rebeldes para cumprir Seus propósitos de juízo.

Em Deuteronômio 3, Ogue, rei de Basã — um dos últimos gigantes refains — também atacou Israel. Deus disse a Moisés: “Não o temas, porque eu to tenho dado na mão.” Israel o derrotou completamente, conquistando 60 cidades fortificadas.

A cama de Ogue media nove côvados de comprimento (cerca de 4 metros) — evidência física de que os gigantes eram reais, não mitos. Mas gigantes não eram páreo para o Deus de Israel.

As terras conquistadas foram dadas a Rúben, Gade e meia tribo de Manassés, com a condição de que cruzassem armados o Jordão para ajudar seus irmãos a conquistar o resto de Canaã.

Moisés então relembra seu pedido a Deus: “Senhor Jeová… deixa-me passar, para que veja esta boa terra… este bom monte e o Líbano.” Mas Deus respondeu: “Basta; não me fales mais deste assunto. Sobe ao cume de Pisga… e vê com os teus olhos; porque não passarás este Jordão.”

Moisés aceitou o juízo, mas Deus permitiu que visse a terra do monte. Moisés então comissionou Josué: “Anima-o e fortalece-o, porque ele passará adiante deste povo e o fará possuir a terra que verás.”

Que humildade! Moisés preparou seu sucessor sem amargura, embora não pudesse entrar na terra que liderara o povo a alcançar por 40 anos.

Estes capítulos nos ensinam que incredulidade tem consequências trágicas, que Deus cumpre tanto promessas quanto advertências, que gigantes não são obstáculos quando Deus está conosco, e que devemos aceitar os juízos de Deus com humildade, preparando a próxima geração para o sucesso.

Propósito do dia:
Reconhecer que incredulidade desperdiça o potencial que Deus nos dá, que devemos aprender com os erros do passado, e que gigantes não são obstáculos quando confiamos em Deus.

Oração:
Senhor, perdoa-me por toda incredulidade que me impediu de entrar em Tuas promessas. Ajuda-me a aprender com os erros do passado e não repeti-los. Quando enfrentar gigantes, que eu confie em Ti, não no tamanho do obstáculo. Dá-me fé para possuir tudo que prometeste. Que eu prepare a próxima geração com humildade e generosidade. Em nome de Jesus, amém.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *