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Dia 029 – Levítico 4–7

Expiação pelo Pecado: A Seriedade da Culpa e a Provisão Divina

Em Levítico 4, Deus institui o Sacrifício pelo Pecado, destinado a expiar pecados cometidos por ignorância ou inadvertidamente. Este sacrifício revela uma verdade solene: mesmo pecados não intencionais requerem expiação. A santidade de Deus é tão absoluta que qualquer violação de Sua lei, consciente ou não, precisa ser tratada.

O tipo de animal sacrificado variava conforme a posição da pessoa: o sumo sacerdote oferecia um novilho (pois seu pecado afetava toda a nação); a congregação inteira também oferecia um novilho; um príncipe oferecia um bode; e uma pessoa comum oferecia uma cabra ou cordeira. Quanto maior a responsabilidade, maior o sacrifício requerido.

O ritual envolvia a imposição de mãos sobre o animal, sua morte, e a aspersão do sangue. Para o sacerdote e a congregação, o sangue era levado para dentro do Tabernáculo e aspergido diante do véu sete vezes. Para os outros, era aplicado nas pontas do altar. A gordura era queimada no altar, mas o restante do animal era queimado fora do arraial — apontando profeticamente para Jesus, que sofreu “fora da porta” (Hebreus 13:11-12).

Em Levítico 5, continuam as instruções sobre o sacrifício pelo pecado, incluindo casos específicos: testemunhar algo e não declarar, tocar imundície, fazer juramentos precipitados. Deus também estabelece provisões para os pobres que não podiam oferecer animais maiores: podiam trazer duas rolas ou pombinhos, ou até mesmo flor de farinha. A misericórdia de Deus torna a expiação acessível a todos.

O capítulo também introduz o Sacrifício pela Culpa (ou oferta pela transgressão), destinado a pecados que envolviam violação de coisas santas ou fraude contra o próximo. Este sacrifício exigia não apenas a oferta de um carneiro, mas também restituição do dano causado mais 20% de acréscimo. O pecado tem consequências práticas que precisam ser reparadas.

Em Levítico 6 e 7, Deus dá instruções detalhadas aos sacerdotes sobre como administrar cada tipo de sacrifício. Estes capítulos são chamados de “a lei do holocausto”, “a lei da oferta de manjares”, “a lei do sacrifício pelo pecado”, etc.

Alguns detalhes importantes são revelados:

  • O fogo do altar nunca deveria se apagar — simbolizando que a adoração e a expiação deveriam ser contínuas
  • As cinzas do holocausto deveriam ser removidas diariamente, mostrando que o “velho” deve ser removido para dar lugar ao novo
  • Porções dos sacrifícios eram dadas aos sacerdotes para seu sustento, mas deveriam ser comidas em lugar santo
  • Qualquer coisa que tocasse a carne santa seria santificada
  • O sacrifício pacífico poderia ser de ação de graças, voto ou oferta voluntária, cada um com regras específicas sobre quando deveria ser consumido

Levítico 7 termina com advertências solenes: ninguém deveria comer gordura ou sangue, sob pena de ser eliminado do povo. Também é estabelecido que os sacerdotes receberiam o peito e a coxa direita dos sacrifícios pacíficos como sua porção.

Estes capítulos revelam a seriedade com que Deus trata o pecado, mas também Sua provisão misericordiosa para a expiação. Cada detalhe dos sacrifícios apontava para Jesus Cristo, o Cordeiro perfeito que, de uma vez por todas, removeu o pecado do mundo.

Propósito do dia:
Reconhecer a seriedade de todo pecado diante de Deus, agradecer pela provisão completa de expiação em Jesus Cristo, e viver em santidade, fazendo restituição quando necessário e mantendo o fogo da adoração sempre aceso em nossos corações.

Oração:
Senhor, obrigado porque Jesus pagou completamente por meus pecados, intencionais e não intencionais. Ajuda-me a levar o pecado tão a sério quanto Tu o levas. Que o fogo da adoração nunca se apague em meu coração. Mostra-me se há algo que preciso restituir ou reparar. Que minha vida seja um sacrifício vivo, santo e agradável a Ti. Em nome de Jesus, amém.

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