Dia 050

Bênçãos e Maldições, Adoração Pura e Leis de Santidade

Leitura: Deuteronômio 11–14

Em Deuteronômio 11, Moisés exorta Israel a amar ao Senhor e guardar Seus mandamentos “todos os dias”. Ele relembra as grandes obras que Deus fez — não aos filhos pequenos, mas à geração adulta que testemunhou pessoalmente os milagres no Egito, no Mar Vermelho, no deserto, e o juízo sobre Datã e Abirão quando a terra os tragou.

“Porque os vossos olhos são os que viram toda esta grande obra que fez o Senhor.” Eles eram testemunhas oculares da fidelidade e poder de Deus.

A terra que herdariam era radicalmente diferente do Egito: “A terra… não é como a terra do Egito… que regavas com o teu pé, como a uma horta. Mas a terra… é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas.”

No Egito, a irrigação dependia do esforço humano (canais do Nilo operados com rodas de pé). Em Canaã, dependeriam da chuva — totalmente fora de controle humano. Isto os forçaria a depender de Deus constantemente.

“Terra de que o Senhor, teu Deus, tem cuidado; os olhos do Senhor, teu Deus, estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano.” Que privilégio extraordinário — uma terra sob cuidado constante de Deus!

Mas a chuva estava condicionada à obediência: “Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos… amardes o Senhor, vosso Deus… darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhas o teu cereal, e o teu mosto, e o teu azeite.”

A advertência é severa: se se desviassem para servir outros deuses, “os céus se cerrarão, e não haverá chuva, e a terra não dará a sua novidade, e cedo perecereis da boa terra.”

Moisés ordena que ponham estas palavras no coração, as ensinem aos filhos, falem delas constantemente, as escrevam nos umbrais das casas — total imersão na Palavra de Deus.

A promessa é gloriosa: “Nenhum homem vos poderá resistir; o Senhor, vosso Deus, porá sobre toda a terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor.”

Moisés então apresenta a escolha fundamental: “Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando ouvirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus… e a maldição, se não ouvirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus.”

Quando entrassem na terra, deveriam realizar uma cerimônia solene: as bênçãos seriam proclamadas do monte Gerizim e as maldições do monte Ebal — dramatizando vividamente as consequências de suas escolhas.

Em Deuteronômio 12, Deus estabelece leis sobre adoração centralizada. Israel deveria destruir completamente todos os lugares de culto cananeu: “Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas, queimareis os seus bosques a fogo e abatereis as imagens esculpidas dos seus deuses.”

Mas Israel não deveria adorar a Deus da mesma maneira que os cananeus adoravam seus deuses. Deus escolheria um lugar específico “para ali pôr o seu nome” — posteriormente revelado como Jerusalém.

Todas as ofertas, sacrifícios, dízimos e votos deveriam ser trazidos a este lugar central. Isto preveniria sincretismo religioso e manteria a pureza da adoração.

A carne comum poderia ser comida em qualquer lugar, mas sacrifícios só no lugar que Deus escolhesse. O sangue nunca deveria ser comido — deveria ser derramado na terra como água, pois “o sangue é a vida”.

A advertência contra idolatria é repetida enfaticamente: “Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as… e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu.”

Curiosidade sobre práticas pagãs pode levar à participação. Devemos evitar até mesmo investigar como os ímpios adoram.

Em Deuteronômio 13, Deus estabelece testes para distinguir verdadeiros profetas de falsos. Se um profeta ou sonhador fizesse sinais e prodígios que se cumprissem, mas dissesse “Vamos após outros deuses”, não deveriam segui-lo.

“Porque o Senhor, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o Senhor, vosso Deus, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma.” Milagres não autenticam automaticamente uma mensagem — a doutrina deve ser testada pela Palavra revelada de Deus.

O falso profeta deveria ser morto. Mesmo que fosse irmão, filho, filha, esposa ou amigo íntimo que secretamente tentasse seduzir à idolatria, não deveriam ter piedade: “A tua mão será a primeira contra ele para o matar.”

Se uma cidade inteira se desviasse para a idolatria, deveria ser completamente destruída — habitantes, gado e bens — e queimada como holocausto ao Senhor. Nunca deveria ser reconstruída.

Estas leis parecem severas, mas refletem a seriedade mortal da idolatria. Era câncer espiritual que, se não extirpado radicalmente, destruiria toda a nação.

Em Deuteronômio 14, Deus declara: “Filhos sois do Senhor, vosso Deus.” Por isso não deveriam fazer incisões no corpo nem rapar a cabeça pelos mortos — práticas pagãs de luto.

“Porque és povo santo ao Senhor, teu Deus; e o Senhor te escolheu de todos os povos que há sobre a terra, para lhe seres o seu povo próprio.”

As leis alimentares são recapituladas — animais limpos e imundos, peixes, aves. Estas leis ensinavam discernimento, autodisciplina e separação do mundo.

“Não comereis nenhum animal morto; ao estrangeiro… o darás a comer ou o venderás ao estranho, porquanto és povo santo ao Senhor, teu Deus.”

A lei peculiar: “Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe” — possivelmente proibindo prática cananeia de fertilidade, ou ensinando compaixão até na preparação de alimentos.

As leis do dízimo são estabelecidas: “Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente.” O dízimo deveria ser levado ao lugar central e comido ali em celebração perante o Senhor, incluindo os levitas.

A cada três anos, o dízimo deveria ser armazenado localmente para sustentar levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas — provisão para os vulneráveis da sociedade.

Estes capítulos nos ensinam que obediência traz bênção e desobediência traz maldição, que adoração deve ser conforme Deus ordena (não como inventamos), que devemos testar tudo pela Palavra de Deus (não por sinais e prodígios), e que santidade prática demonstra nossa identidade como povo de Deus.

Propósito do dia:
Reconhecer que temos escolha entre bênção e maldição através da obediência ou desobediência, que devemos adorar a Deus conforme Ele ordena, testar tudo pela Sua Palavra, e viver em santidade prática como Seu povo separado.

Oração:
Senhor, escolho hoje a bênção através da obediência. Ajuda-me a adorar-Te conforme ordenas, não segundo minhas preferências. Dá-me discernimento para testar tudo pela Tua Palavra, não sendo enganado por sinais e prodígios. Que minha vida demonstre que sou Teu filho, separado do mundo. Obrigado pelo privilégio de ser Teu povo próprio. Em nome de Jesus, amém.

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