Leitura: Números 28–30
Em Números 28 e 29, Deus estabelece o calendário completo de ofertas que Israel deveria observar perpetuamente na Terra Prometida. Estas ofertas estruturavam a vida da nação ao redor da adoração contínua a Deus.
Ofertas Diárias: Dois cordeiros por dia — um pela manhã e outro à tarde — com ofertas de manjares e libações. A adoração a Deus não era ocasional, mas contínua. Cada dia começava e terminava com sacrifício, lembrando que dependemos constantemente de Deus.
Ofertas do Sábado: No sábado, as ofertas diárias eram dobradas — quatro cordeiros em vez de dois. O dia de descanso era também dia de adoração intensificada.
Ofertas das Luas Novas: No primeiro dia de cada mês, ofertas especiais marcavam o início do mês lunar — dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros, além das ofertas diárias. Cada novo mês era consagrado a Deus.
A Páscoa e os Pães Asmos: No 14º dia do primeiro mês, a Páscoa relembrava a libertação do Egito. Seguiam-se sete dias de Pães Asmos com ofertas diárias e santa convocação no primeiro e sétimo dias.
A Festa das Semanas (Pentecostes): Cinquenta dias após as Primícias, celebrava-se a colheita do trigo com ofertas especiais e santa convocação.
A Festa das Trombetas: No primeiro dia do sétimo mês, trombetas anunciavam o início do mês mais sagrado do ano, com descanso e ofertas especiais.
O Dia da Expiação: No décimo dia do sétimo mês, o dia mais solene do ano, quando o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo. Era dia de jejum (“afligireis as vossas almas”) e ofertas específicas.
A Festa dos Tabernáculos: Do 15º ao 22º dia do sétimo mês, a festa mais alegre do ano celebrava a colheita final e lembrava os 40 anos no deserto. As ofertas eram as mais abundantes de todo o calendário:
- Primeiro dia: 13 novilhos, 2 carneiros, 14 cordeiros
- Segundo dia: 12 novilhos, 2 carneiros, 14 cordeiros
- E assim sucessivamente, diminuindo um novilho por dia até o sétimo dia
- Oitavo dia: assembleia solene com ofertas especiais
No total, durante os sete dias, eram oferecidos 70 novilhos — número que tradicionalmente representava todas as nações do mundo, simbolizando que a bênção de Deus através de Israel alcançaria todos os povos.
Este calendário revela princípios importantes: adoração deve ser regular e contínua, não apenas ocasional; diferentes ocasiões requerem diferentes níveis de celebração; e a generosidade nas ofertas reflete gratidão a Deus.
Em Números 30, Deus estabelece leis sobre votos — promessas voluntárias feitas a Deus. O princípio fundamental é declarado: “Quando um homem fizer voto ao Senhor ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que saiu da sua boca, fará.”
Votos não eram obrigatórios, mas uma vez feitos, eram absolutamente vinculativos. Deus leva nossas palavras a sério.
Casos especiais são tratados:
Mulher solteira vivendo com o pai: Se fizesse voto, o pai poderia anulá-lo no mesmo dia em que ouvisse. Se não se opusesse, o voto permanecia válido.
Mulher casada: Se fizesse voto, o marido poderia anulá-lo no dia em que ouvisse. Se não se opusesse, o voto permanecia. Mas se o anulasse depois de ter ficado calado, ele levaria a iniquidade dela — assumiria a responsabilidade.
Viúva ou divorciada: Seus votos eram válidos sem necessidade de confirmação masculina, pois não estavam sob autoridade de pai ou marido.
Estas leis reconheciam a estrutura familiar estabelecida por Deus, onde pais e maridos tinham responsabilidade de proteger suas famílias de votos imprudentes. Mas também protegiam mulheres de serem forçadas a cumprir votos que a autoridade sobre elas considerasse prejudiciais.
O princípio permanece: devemos ser cuidadosos com nossas palavras. Jesus ensinou: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mateus 5:37). Tiago adverte: “Não jureis… para que não caiais em condenação” (Tiago 5:12).
É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir. Como declara Eclesiastes 5:4-5: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo… Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.”
Estes capítulos nos ensinam que adoração deve ser estruturada e regular, que generosidade reflete gratidão, e que Deus leva nossas palavras extremamente a sério. Nossa vida deve ser marcada por adoração contínua e integridade absoluta no que prometemos.
Propósito do dia:
Reconhecer que adoração a Deus deve ser contínua e estruturada, não apenas ocasional; que devemos ser generosos em nossa gratidão; e que Deus leva nossas palavras e promessas extremamente a sério.
Oração:
Senhor, que minha vida seja marcada por adoração contínua, não apenas em momentos especiais. Ajuda-me a ser generoso em minha gratidão e ofertas a Ti. Ensina-me a ser cuidadoso com minhas palavras e fiel em tudo que prometo. Que meu sim seja sim e meu não seja não. Obrigado pelo privilégio de me aproximar de Ti através de Cristo. Em nome de Jesus, amém.






