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Dia 042 – Números 22–24

Balaão: O Profeta que Amava o Salário da Injustiça

Em Números 22, Israel acampa nas planícies de Moabe, e Balaque, rei de Moabe, fica aterrorizado. Ele viu como Israel derrotou os amorreus e teme ser o próximo. Balaque envia mensageiros a Balaão, um adivinho famoso, oferecendo grande recompensa para que amaldiçoe Israel: “Pois eu sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.”

Balaão consulta a Deus, que lhe ordena claramente: “Não irás com eles, nem amaldiçoarás este povo, porquanto bendito é.” Balaão recusa a primeira delegação.

Balaque envia príncipes mais honrados com promessas maiores. Balaão, cobiçando a recompensa, pede que passem a noite enquanto consulta Deus novamente. Deus, conhecendo seu coração ganancioso, permite que vá, mas adverte: “Farás somente o que eu te disser.”

No caminho, o Anjo do Senhor se opõe a Balaão com espada desembainhada. A jumenta vê o anjo e desvia três vezes, mas Balaão, cego espiritualmente, não vê nada e espanca o animal. Deus abre a boca da jumenta, que questiona: “Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?”

Então Deus abre os olhos de Balaão, e ele vê o anjo. Cai prostrado, e o anjo declara: “Se ela não se tivesse desviado… certamente eu te teria matado, e a ela deixaria com vida.” Que ironia! O profeta é mais cego que seu jumento.

Em Números 23, Balaque leva Balaão a três lugares diferentes para amaldiçoar Israel. Em cada lugar, Balaão constrói altares e oferece sacrifícios, esperando que Deus mude de ideia. Mas cada vez que abre a boca, saem bênçãos em vez de maldições:

Primeira profecia: “Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa?… Quem contará o pó de Jacó?… Morra eu a morte dos justos, e seja o meu fim como o seu!”

Segunda profecia: “Deus não é homem, para que minta… Porventura, diria ele e não o faria?… Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele abençoou, e eu não o posso revocar.”

Balaque fica furioso: “Nem totalmente os amaldiçoes, nem totalmente os abençoes!” Mas Balaão responde: “Porventura, não tive eu cuidado de te falar, dizendo: Tudo o que o Senhor falar, isso farei?”

Em Números 24, Balaão desiste de tentar manipular Deus através de encantamentos. O Espírito de Deus vem sobre ele, e profetiza a terceira e quarta vez:

Terceira profecia: “Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó! As tuas moradas, ó Israel!… Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem.”

Quarta profecia: Olhando para o futuro distante, Balaão profetiza sobre o Messias: “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel… De Jacó sairá o dominador.”

Esta profecia messiânica aponta para Cristo, a “Estrela da Manhã” que dominará sobre todas as nações.

Balaque, irado, dispensa Balaão sem pagamento: “Foge para o teu lugar; eu tinha dito que te honraria grandemente; mas eis que o Senhor te privou desta honra.”

Embora Balaão não pudesse amaldiçoar Israel, mais tarde aconselhou Balaque a seduzir Israel à imoralidade e idolatria (Números 31:16; Apocalipse 2:14). Ele amava “o prêmio da injustiça” (2 Pedro 2:15) e se tornou exemplo de falso profeta que usa dons espirituais para ganho pessoal.

A história de Balaão nos ensina verdades poderosas: Deus protege Seu povo de maldições; ninguém pode reverter as bênçãos de Deus; profetas podem ter dons genuínos mas corações corruptos; e cobiça cega até os espiritualmente dotados.

Propósito do dia:
Reconhecer que Deus protege Seu povo e que ninguém pode amaldiçoar quem Ele abençoou; guardar-se da cobiça que corrompe dons espirituais; e confiar que as promessas de Deus sobre nós são irrevogáveis.

Oração:
Senhor, obrigado porque ninguém pode amaldiçoar quem Tu abençoaste. Livra-me da cobiça que corrompeu Balaão. Que eu use qualquer dom que me deste para Tua glória, não para ganho pessoal. Abre meus olhos espirituais para ver Tua vontade claramente. Obrigado porque em Cristo sou abençoado com toda bênção espiritual. Em nome de Jesus, amém.

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