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Dia 028 – Levítico 1–3

Os Sacrifícios: O Caminho para a Comunhão com Deus

O livro de Levítico começa exatamente onde Êxodo terminou: com Deus falando a Moisés do Tabernáculo, Sua habitação no meio de Israel. Se Êxodo nos mostra como Deus liberta Seu povo, Levítico nos ensina como um povo pecador pode se aproximar de um Deus santo. A palavra-chave é “santidade” – ela aparece mais de 80 vezes neste livro.

Em Levítico 1, Deus institui o Holocausto (ou oferta queimada). Este sacrifício era totalmente consumido no altar, simbolizando consagração completa a Deus. O ofertante trazia um animal sem defeito – um novilho, cordeiro, cabra ou ave – colocava sua mão sobre a cabeça do animal (identificando-se com ele), e o matava. O sangue era aspergido sobre o altar, pois “o sangue fará expiação pela alma.”

O animal era então cortado em pedaços, lavado e completamente queimado sobre o altar, produzindo “aroma agradável ao Senhor.” Este sacrifício apontava profeticamente para Jesus Cristo, que Se entregou completamente a Deus como oferta perfeita por nós.

Em Levítico 2, encontramos a Oferta de Manjares (ou oferta de cereais). Diferente dos outros sacrifícios, esta não envolvia sangue, mas flor de farinha, azeite e incenso. Poderia ser assada no forno, cozida na assadeira ou frita na panela, mas sempre sem fermento (símbolo do pecado) e sem mel (símbolo da doçura natural humana). Sal deveria ser adicionado, representando a aliança perpétua com Deus.

Parte da oferta era queimada sobre o altar como memorial, e o restante pertencia aos sacerdotes para seu sustento. Esta oferta representava a dedicação do fruto do trabalho humano a Deus, reconhecendo que tudo vem dEle. Jesus, o Pão da Vida, é o cumprimento desta oferta.

Em Levítico 3, Deus institui o Sacrifício Pacífico (ou oferta de paz). Este era único porque envolvia uma refeição compartilhada: parte era queimada no altar para Deus, parte era dada aos sacerdotes, e parte era comida pelo ofertante e sua família. Era uma celebração de comunhão e paz com Deus.

A gordura e certas partes internas eram sempre queimadas no altar, pois pertenciam exclusivamente a Deus. Uma lei perpétua é estabelecida: “Nenhuma gordura nem sangue algum comereis.” O sangue representava a vida e pertencia a Deus; a gordura representava o melhor e também era reservada para Ele.

Estes três primeiros sacrifícios (Holocausto, Manjares e Pacífico) eram ofertas voluntárias de adoração, expressando devoção, gratidão e comunhão com Deus. Eles nos ensinam que a aproximação a Deus requer sacrifício, que o melhor deve ser dado a Ele, e que a comunhão com Deus é restaurada através de um substituto que morre em nosso lugar.

Tudo isso aponta para Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é nosso Holocausto (consagração total), nossa Oferta de Manjares (vida perfeita), e nosso Sacrifício Pacífico (reconciliação com Deus). Através dEle, temos acesso direto ao Pai.

Propósito do dia:
Reconhecer que a aproximação a um Deus santo requer sacrifício, que Jesus Cristo é o cumprimento de todos os sacrifícios, e que somos chamados a oferecer nossas vidas como sacrifício vivo em adoração a Deus.

Oração:
Senhor, obrigado por Jesus, o sacrifício perfeito que abriu o caminho para Ti. Ajuda-me a oferecer minha vida como holocausto, em consagração total. Que meu trabalho seja como oferta de manjares, dedicado a Ti. E que eu viva em paz contigo, em comunhão constante. Recebe o melhor de mim, pois tudo pertence a Ti. Em nome de Jesus, amém.

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