O Sacerdócio: Mediadores Entre Deus e o Povo
Leitura: Êxodo 28–31
Em Êxodo 28, Deus estabelece o sacerdócio de Israel, separando Arão e seus filhos para ministrarem diante dEle. As vestes sacerdotais não eram apenas funcionais, mas profundamente simbólicas, feitas “para glória e ornamento”, refletindo a santidade e a majestade de Deus.
O sumo sacerdote usaria vestes especiais: o éfode de ouro, azul, púrpura e carmesim; o peitoral do juízo com doze pedras preciosas representando as doze tribos de Israel; o Urim e Tumim para buscar a vontade de Deus; o manto azul com romãs e campainhas de ouro na barra; a mitra com uma lâmina de ouro puro gravada “SANTIDADE AO SENHOR”.
Arão levaria os nomes das tribos sobre seus ombros (força) e sobre seu coração (amor), simbolizando que o sacerdote carregava o povo diante de Deus em intercessão constante. Isto aponta profeticamente para Jesus, nosso Sumo Sacerdote, que nos carrega em Seus ombros e coração diante do Pai.
Em Êxodo 29, Deus descreve a cerimônia de consagração dos sacerdotes, que duraria sete dias. Envolvia lavagem com água, vestimenta com as roupas sagradas, unção com azeite e sacrifícios de sangue. O sangue era aplicado na orelha direita, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito, simbolizando que tudo o que ouviam, faziam e onde andavam deveria ser consagrado a Deus.
O sacrifício diário contínuo (manhã e tarde) estabelecia que a expiação e a comunhão com Deus deveriam ser constantes. Deus promete: “E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus.”
Em Êxodo 30, Deus ordena a construção do Altar de Incenso, onde incenso aromático seria queimado continuamente diante do Senhor, simbolizando as orações do povo subindo a Deus. Também são estabelecidas instruções sobre o dinheiro de resgate (cada pessoa pagaria meio siclo, rico e pobre igualmente, mostrando que todos precisam de redenção), a bacia de bronze para lavagem, o azeite da santa unção e o incenso sagrado.
Tudo relacionado à adoração era santo e separado. Usar o azeite ou incenso sagrado para fins comuns resultaria em ser “eliminado do seu povo”. Deus leva a santidade a sério.
Em Êxodo 31, Deus chama Bezalel e Aoliabe, enchendo-os do Espírito de Deus “em sabedoria, em entendimento, em conhecimento e em todo artifício” para executarem a obra do Tabernáculo. O Espírito Santo capacita pessoas para o serviço de Deus, concedendo habilidades artísticas e técnicas.
Finalmente, Deus reafirma a importância do sábado como sinal perpétuo da aliança entre Ele e Israel. O sábado era um lembrete de que Deus é o Criador e Santificador. Trabalhar no sábado resultaria em pena de morte, mostrando a seriedade do mandamento.
Ao terminar de falar com Moisés no monte Sinai, Deus lhe entrega as duas tábuas do Testemunho, “tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.”
Propósito do dia:
Reconhecer que Jesus Cristo é nosso Sumo Sacerdote perfeito que nos representa diante de Deus, e que somos chamados como sacerdócio real para interceder e ministrar em santidade.
Oração:
Senhor, obrigado por Jesus, meu Sumo Sacerdote que me carrega em Seus ombros e coração diante de Ti. Ajuda-me a viver em santidade, consagrado completamente a Ti. Que minhas orações subam como incenso diante do Teu trono. Enche-me do Teu Espírito para servir-Te com excelência em tudo o que faço. Em nome de Jesus, amém.






